Mergulho Autônomo

Mergulho autônomo é aquele que o mergulhador faz com o uso de um equipamento, diferente do mergulho em apneia, onde usamos apenas os pulmões.

Esse equipamento é chamado de SCUBA (Self Contained Underwater Breathing Apparatus) e fornece total autonomia para o mergulhador respirar embaixo d’água por meio do cilindro de ar.

Dessa forma, você consegue ficar submerso por um período de tempo muito mais longo.

Portanto, a modalidade é interessante não só para aqueles que pretendem conhecer o fundo do mar, mas principalmente para os que querem explorar ao máximo todas as suas maravilhas.

Esse é o seu caso?

Então faça a leitura desse artigo e aproveite para conhecer a história do mergulho autônomo e saber como praticá-lo!

Como nasceu o mergulho autônomo?

História do Mergulho Autônomo

Alguns indícios comprovam que o homem cria acessórios para as suas investidas no fundo do mar há cerca de 6.500 anos.

Mas a evolução do mergulho aconteceu de forma bastante lenta.

Sino de Mergulho de Guglielmo de LorenaPara você ter uma ideia, em 1531, Guglielmo de Lorena projetou o sino de mergulho, um cone com abertura para baixo e com a extremidade superior selada.

A peça, que armazenava ar no seu interior, permitia que os mergulhadores em apneia fossem até o sino para renovar o suprimento de ar e depois retornassem à aventura.

Roupa de mergulho de John LethbridgeJá a primeira roupa de mergulho era de madeira e foi construída por John Lethbridge em 1715. Apesar do material, ela chegava a resistir por até 20 metros de profundidade.

Mas foi só após 100 anos que o mergulho se uniu à tecnologia.

Mas como?

Lá no começo do século XIX, os irmãos Deane adaptaram um capacete de mineração para o mergulho, e em 1839, Augustus Siebe criou um traje impermeável por meio de um sistema de fixação do escafandro à roupa.

Sistema de mergulho de Rouquayrol e Denayrouze

Pouco tempo depois, por volta de 1872, Rouquayrol e Denayrouze criaram os sistemas de bombeamento de ar vindo da superfície.

Foi assim que os mergulhadores passaram a fazer mergulhos mais rasos e curtos com o ar armazenado em pequenos cilindros.

Nesta época, começaram também os primeiros trabalhos científicos relacionados à descompressão.

Até aqui tudo bem.

O problema começou quando o aumento da exploração submarina fez com que surgissem os primeiros casos da Doença Descompressiva, com alguns, inclusive, bastante graves.

Foi por isso que em 1906 foi criado um comitê pela Marinha Inglesa para investigar a situação.

O seu líder era o professor John Scott Haldane, que foi o responsável pelo Modelo Haldaniano, aquele com cálculos e tabelas de descompressão utilizados até hoje em computadores de mergulho.

Assim, apesar da doença que assolava a realidade de alguns mergulhadores, a tecnologia fez com que fossem desenvolvidos novos equipamentos e compressores e até a câmara hiperbárica.

Mas afinal, qual foi o primeiro contato do público com o mundo submarino?

Foi em 1916, com a estreia do filme 20.000 Léguas Submarinas, nos Estados Unidos.

Famoso, ele deixou um monte de gente com vontade de conhecer o fundo do mar, literalmente.

Aqualung Jacques CousteauEm 1943, dois franceses finalmente criaram o primeiro equipamento autônomo de mergulho, o Aqualung.

Sabe como?

Jacques Yves Cousteau já vinha tentando reduzir a pressão de ar dos cilindros a uma pressão ambiente para a respiração mais fácil embaixo d’água.

Sem sucesso, o seu sogro, que era o diretor da Air Liquide, sugeriu que ele falasse com Emile Gagnan, um engenheiro que estava trabalhando em uma válvula redutora de pressão para veículos a gás.

Nascia aí o primeiro sistema de mergulho autônomo, que substituiu os pesados escafandro.

Foi aí que Cousteau fez um mergulho histórico no Rio Marne, em Paris, o que acabou por resultar no desenvolvimento do famoso Aqualung.

E por 50 anos o francês encantou as pessoas com os seus documentários, as suas imagens submarinas e toda a sua luta pela defesa do meio ambiente.

Gostou de conhecer a história do mergulho autônomo?

Então aproveite o próximo tópico para saber como realizá-lo!

Como fazer o mergulho autônomo?

Como mergulhar?

Você pode fazer o mergulho autônomo por meio de um batismo de mergulho, ou então se tornando um mergulhador certificado ao realizar um curso básico.

Vamos conhecer melhor as duas opções?

#01 – Batismo de Mergulho

O batismo de mergulho permite a experimentação da aventura com a supervisão de um instrutor.

O legal da modalidade, é que você aprende algumas habilidades e conceitos e no mesmo dia já está apto a fazer um mergulho.

O programa é composto por três etapas:

Passo 1: Pequena palestra, que chamamos de briefing, para você entender como será o mergulho e conhecer as regras de segurança.

Passo 2: Adaptação ao equipamento e à respiração subaquática em água rasas

Passo 3: Mergulho

O batismo é apenas uma experiência e pode ser feito até no máximo 12 metros de profundidade.

Para se tornar um mergulhador certificado é necessário fazer um curso de mergulho.

#02 – Curso Básico de Mergulho

No curso básico de mergulho você aprende as técnicas para mergulhar e assim virar um mergulhador certificado.

O curso básico da PADI é um dos programas de introdução ao mergulho mais procurados no mundo.

Atualmente a PADI é a maior e mais reconhecida certificadora do mundo nessa área.

Além de conhecer o mergulho autônomo, você ainda entende como usar o equipamento e como planejar as suas aventuras.

O curso básico de mergulho da PADI pode ser feito em apenas 4 dias:

Dia 1: Aula de piscina, para conhecer o equipamento, saber como montar e desmontar, entender as entradas na água e as técnicas para um mergulho mais divertido e seguro, e para realizar diversos exercícios subaquáticos.

Dia 2: Aula teórica, com assuntos como fundamentos do mergulho, mergulho em duplas, como planejar os mergulhos e muito mais.

Dia 3: Mergulho 1 e 2, para colocar em prática o que aprendeu até aqui, com dois mergulhos repetindo os exercícios feitos na piscina e acrescentando as informações teóricas. No final, os participantes podem ainda explorar o ponto do mergulho.

Dia 4: Mergulho 3 e 4, que se referem à etapa de certificação do mergulhador autônomo. São mais dois mergulhos, só que agora eles serão feitos com muito mais confiança e familiaridade. No primeiro, são realizados alguns exercícios, e no segundo, é estruturado um planejamento completo para você colocar tudo que aprendeu em prática ao simular um mergulho sem o instrutor guiando.

Gostou de saber tudo sobre o mergulho autônomo?

Que bom!

O que acha agora de praticar a aventura em Maceió, onde a temperatura da água ronda os 27ºc e temos uma visibilidade espetacular e muita vida ?

Legal, não?

Então clique aqui e saiba como participar!

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